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O saber não ocupa lugar.
Anda-se toda a vida a aprender e morre-se sem saber.
Pergunta e saberás. |
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19-05-2008
Quem é José Fanha ?
Um escritor ,"arquitecto não praticante", poeta, professor, autor de letras de canções, histórias e poemas para crianças, guionista...
Entre outras coisas também pinta nos tempos livres.
Para o conheceres melhor pesquisa sobre ele e lê alguns poemas e textos deste autor.
Gostavas de o conhecer pessoalmente?
Quem sabe???
01-05-2008
Com três palavras apenas
Se escreve a palavra Mãe
É das palavras pequenas
A maior que o mundo tem.
Heloísa Cid

"Deus não pode estar em todos os lugares e por isso fez as mães."
"Amamos as nossas mães quase sem o saber e só nos damos conta da profundidade das raízes desse amor no momento da derradeira separação."
"O coração das mães é um abismo no fundo do qual se encontra sempre um perdão."
"Os filhos são para as mães as âncoras da sua vida."
"A mãe compreende até o que os filhos não dizem."
25-04-2008
Poetas e Poesias de Abril
Alguns poetas escreveram ABRIL
Pesquisa e encontrarás poemas e canções.
Aqui ficam dois poemas bem conhecidos.
Ermelinda Duarte
GRÂNDOLA VILA MORENA
Grândola, vila morena Terra da fraternidade O povo é quem mais ordena Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade O povo é quem mais ordena Terra da fraternidade
Em cada esquina um amigo Em cada rosto igualdade Grândola, vila morena Terra da fraternidade
Terra da fraternidade Grândola, vila morena Em cada rosto igualdade O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira Que já não sabia a idade Jurei ter por companheira Grândola a tua vontade
Grândola a tua vontade Jurei ter por companheira À sombra duma azinheira Que já não sabia a idade
José Afonso
30-03-2008
CARLO COLLODI

A propósito de Pinóquio, sabes quem é Carlo Collodi?
É autor de "As Aventuras de Pinóquio"
Se não leste o livro, lê-o porque vais gostar.
No próximo dia 1 de Abril é o dia das mentiras.
Já pensaste nas mentiras e partidas que vais pregar no próximo dia 1 de Abril?
Podes fazer mil e uma coisas, pois neste dia ninguém leva a mal. Mas, pensa em situações que te façam rir a ti e aos outros.
Nada de ofensas!
«O 1 de Abril é o dia do ano em que nos lembramos daquilo que somos nos restantes 364 dias.»
Esta citação dá que pensar. Não achas?
A citação é do escritor norte-americano Mark Twain.
Neste dia é permitido "mentir", mas no resto do ano não te esqueças que não deves ser como o Pinóquio.

Para saberes mais consulta os sites:
http://web.educom.pt/paulaperna/1_abril_1.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_da_mentira
14-02-2008 LENÇOS DOS NAMORADOS

" Desde sempre, os portugueses partiram: ou para ganhar o sustento noutro lugar, ou para a guerra, ou para embarcarem em navios na aventura da Expansão. Em casa ficavam as mulheres e as crianças. Mulheres sós, tristes, que trabalhavam a terra, fiavam o linho, amassavam o pão e iam vivendo de esperança.
Ora, na hora da despedida, em certas regiões do norte de Portugal, era “obrigatório” a rapariga apaixonada oferecer um lenço ao namorado. Lenço bordado por ela, com uma quadra da sua autoria. Se bordava com erros ortográficos, isso era pormenor insignificante, o que contava - e conta - são os sentimentos.

Depois dos abraços e beijos de despedida, o rapaz levava algo que lhe faria lembrar a amada distante. Este lenço era como uma carta, mas mais bela e quase indestrutível, bordada em linho fino, no qual - quem sabe! - algumas lágrimas masculinas cairiam nos momentos de maior tristeza. As cores e as quadras desses lenços são das coisas mais bonitas do nosso património artesanal bordado, pela sua autenticidade e ternura.
É principalmente na região do Minho que esses “lenços de namorados” têm a sua mais bela expressão. Houve-os bordados apenas a branco ou a negro, mas os mais comuns têm muitas cores e há desenhos “obrigatórios”. Nessa linguagem secreta, fique a saber que rosa quer dizer mulher, coração é amor, lírios simbolizam a virgindade, cravos vermelhos são sinónimo de provocação, e os pombinhos significam os namorados como não podia deixar de ser. Isto, só para fazermos uma breve ideia destes sinais de amor, pois há muitos mais."
Tirado do site:
Algumas quadras de Amor, retiradas do Cancioneiro Popular, por J. Leite de Vasconcellos.
Cartas de amor são mentiras E amores mentiras são; Mentira foi teu amor Que enganou meu coração.
Escreve-me, amor, escreve. Lá do meio do caminho; Se não achares papel, Nas asas de um passarinho

A carta que me escreveste Inda não ia acabada Faltava-lhe pôr no meio Uma rosa encarnada.
Escrevia-te uma carta Se tu a soubesses ler, Mas tu dá-la a ler a outrem, Tudo se vem a saber.
A carta que eu te escrevo Sai-me da palma da mão A tinta sai dos meus olhos E a pena do coração.

Para mais informações consulta os sites:
http://lencosdenamorados.no.sapo.pt/
http://www.ceramicarte.com/exposicoes/sala3/mariasameiro/index.html
http://ritualcafe.wordpress.com/2007/02/14/lencos-dos-namorados/
Ainda a propósito de amor...
Inúmeros escritores portugueses expressaram os seus sentimentos amorosos em versos de inexcedível beleza.
OLHOS NEGROS
Por teus olhos negros, negros, Trago eu negro o coração, De tanto pedir-lhe amores... E eles a dizer que não.
E mais não quero outros olhos, Negros, negros como são; Que os azuis dão muita esp'rança Mas fiar-me eu neles, não.
Só negros, negros os quero; Que, em lhes chegando a paixão, Se um dia disserem sim... Nunca mais dizem que não.
in «Folhas Caídas e Outros Poemas», de Almeida Garrett
SENHORA PARTEM TAM TRISTES
Senhora, partem tam tristes meus olhos por vós, meu bem, que nunca tam tristes vistes outros nenhuns por ninguém.
Tam tristes, tam saudosos, tam doentes da partida, tam cansados, tam chorosos, da morte mais desejosos cem mil vezes que da vida. Partem tam tristes os tristes, tam fora d'esperar bem, que nunca tam tristes vistes outros nenhuns por ninguém.
João Roiz Castell-Branco Poesia Palaciana Cancioneiro Geral, III, 134
AMAR!
Eu quero amar, amar perdidamente! Amar só por amar: aqui... além... Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente... Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!... Prender ou desprender? É mal? É bem? Quem disser que se pode amar alguém Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma primavera em cada vida: É preciso cantá-la assim florida, Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada Que seja a minha noite uma alvorada, Que me saiba perder... pra me encontrar...
Florbela Espanca
AMOR É FOGO QUE ARDE SEM SE VER
Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer; É solitário andar por entre a gente; É nunca contentar-se de contente; É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade; É servir a quem vence, o vencedor; É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor Nos corações humanos amizade, Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luis de Camões

26-01-2008
Vem aí o Carnaval!
O Carnaval é uma época que muitos adoram e outros odeiam.
Quem gosta de se mascarar e brincar ao Carnaval vive esta época de fantasia com muita alegria, mas quem não gosta não liga a estes festejos, que se passam por todo o país e estrangeiro,nomeadamente em Veneza e no Brasil, embora comemoradas de maneira diferente.
Tu gostas de te mascarar?
Queres saber mais sobre Carnaval?
Sabes qual é a origem do Carnaval?
A origem do Carnaval

"Pensa-se que a palavra Carnaval vem da expressão latina Carrum Novalis, com que os Romanos abriam as suas celebrações, ou de carnem levare, que significa abstinência de carne e coincide com o facto do Carnaval ser a última festa do início da Quaresma.
A origem desta festividade remonta a tempos distantes, ligando-se aos rituais do final do Inverno que serviam para estimular a fecundidade da Natureza e provocar o regresso do Sol. É também possível encontrar semelhanças com certas festas romanas dedicadas aos divertimentos populares que se celebravam nesta estação.
As máscaras e os excessos próprios da época serviam para expulsar os espíritos malfazejos e a execução dum boneco recordava os sacrifícios primitivos em que se imolava um animal.
Nos países ocidentais é costume acabar os festejos carnavalescos com o enterro do Carnaval, cerimónia que se chamava na antiga Veneza o enterro de Baco.
O Carnaval português, que foi levado para as suas colónias (incluindo o Brasil) tem sido sempre muito diferente do Carnaval nos outros países da Europa. Em tempos idos, era brutal, tendo sido limitado em diversos aspectos pelas autoridades já desde 1817. Havia pelas ruas uma verdadeira luta, em que as armas eram ovos ou suas cascas contendo farinha ou gesso, cabaças de cera com água de cheiro, tubos de vidro ou cartão para os soprar com violência, milho e feijão que eram despejados sobre as cabeças das pessoas que passavam.
Nos fins do século XIX, Lisboa e Porto quiseram civilizar o Entrudo e começaram a aparecer pelas ruas, para além das figuras do costume e dos acrobatas das "danças de luta", algumas mascaradas vistosas e interessantes, como em Lisboa as do "Clube dos Salsas".
Destacaram-se também os elegantes "batalhões" populares da Ajuda, Alfama e Campo de Ourique e as batalhas de flores e de carros ornamentados. No Porto começou a haver um cortejo de carros alegóricos e uma aparatosa cavalgada.
Na primeira metade do século XX, esta celebração quase que se limita à exibição de crianças mascaradas e aos divertimentos nos teatros e cinemas.
Hoje em dia, o Carnaval é uma série de festas de folia pública que se comemora nos dias antes da Quarta-feira de Cinzas. O início varia conforme as tradições, sendo geralmente no Domingo Gordo.
Actualmente, podem-se salientar três grandes festejos carnavalescos a nível mundial: o de Veneza, com muito fogo de artifício, jogos de circo e máscaras, o Mardi Gras em Nova Orleães (nos E.U.A.), em que nas duas semanas antes da Terça-feira Gorda há inúmeros desfiles: o do Rio de Janeiro, o mais famoso do mundo, em que desfilam no Sambódromo as escolas de samba, fazendo da cidade um enorme palco de festejos.
O Carnaval, além de ser um período dedicado ao divertimento e ao gozo, desempenhou um papel muito importante no desenvolvimento do teatro popular, na música sobre textos populares e no folclore."

tirado de:
CARETOS DE PODENCE

LENDAS
Lenda é uma narrativa fantasiosa transmitida pela tradição oral através dos tempos. Combinam -se factos reais com factos irreais, produto da imaginação das pessoas.
"As lendas são narrações tradicionalmente fantásticas, essencialmente alegóricas e geralmente localizadas em pessoas, épocas e locais determinados."
(Garcia de Diego, citado por Gentil Marques, Lendas de Portugal)
Se tiveres curiosidade podes pesquisar e encontrar imensas lendas portuguesas e estrangeiras.
Basta procurares no concelho de Águeda e ficarás a conhecer algumas.
Esta é uma delas:
A Lenda da Ponte do Alfusqueiro
O Diabo fez a ponte mas os cristãos benzeram-na. O Rio Alfusqueiro de grande profundidade corre entre ravinas de vegetação cerrada sombria, contornando as penedias e cantando pelas pedras, melodias estranhas. Aparece uma ponte de soberba cantaria branca para melhor fazer a difícil ligação entre as margens. Os cristãos que olhavam a outra margem com desconfiança, não acreditavam que tal ponte fosse obra de fiéis. Dai atiraram as culpas ao diabo. Este teria combinado com um senhor da povoação cristã, em paga do trabalho que seria integralmente feito na noite de Natal, pertencer-lhe a alma do primeiro que por lá passasse até ao cantar do galo. E o dito senhor assinara com o seu sangue como garantia. Angustiava-se ele e toda a família à medida que o tempo passava. Surge então a boa fada:
- Toma este ovo. Vigia a ponte. Quando o diabo colocar a última pedra, atira o ovo pela ponte fora. Assim se fez. O ovo transformou-se no galo, e este, no meio da ponte, ao bater a meia-noite, cantou estridentemente, espantando o diabo, que furioso se sumiu pelas negras margens alcantiladas para preparar uma tempestade. Mas já os cristãos se apressavam a benzer a ponte.
Para saberes mais:
02-01-2008
Como diz o ditado:
Ano novo, vida nova!
13-12-2007
Colegas e alunos:
A todos um Bom Natal com paz, saúde e alegria.
Esqueçam o que não gostam, o que não querem, o que é triste ...
Vivam o momento presente e aqueçam os vossos corações!
Um abraço natalício!

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A Palavra
A palavra é uma pedra
no prédio desta paisagem
deito cimento
amasso
e o pensamento
constrói
o arranha-céus
da linguagem.
José Alberto Marques
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