Neste primeiro post a sério venho escrever sobre a cultura do vinil.
Durante algum tempo foram utilizados discos de 78 rotações. O vinil surgiu em 1948, substituindo este formato. O vinil era mais leve e mais resistente, e rapidamente ganhou muitos adeptos. Estes discos triunfaram sobre o formato anterior por serem mais económicos, por terem mais do que uma música por lado. Com um prato (os Technics eram os favoritos na altura e ainda hoje têm muitos adeptos), e com o vinil desejado na rotação certa, foi assim que cresceu uma geração, tendo o vinil ainda influenciado a seguinte.
Deixo aqui uma pequena lista retirada da Wikipedia sobre os tipos de vinil.
LP: abreviatura do inglês Long Play. Disco com 31 cm de diametro que era tocado a 33 1/3 rotações por minuto. A sua capacidade normal era de cerca de 20 minutos por lado. O formato LP era utilizado, usualmente, para a comercialização de álbuns completos.
EP: abreviatura do inglês Extended Play. Disco com 17 cm de diametro e que era tocado, normalmente, a 45 rotações por minuto. A sua capacidade normal era de cerca de 8 minutos por lado. O EP normalmente continha em torno de quatro faixas.
Single ou compacto simples: abreviatura do inglês Single Play; também conhecido como compacto simples. Disco com 17 cm de diametro, tocado usualmente a 45 rotações por minuto. A sua capacidade normal rondava os 4 minutos por lado. O single era geralmente empregado para a difusão das músicas de trabalho de um álbum completo a ser posteriormente lançado .
Máxi: abreviatura do inglês Maxi Single. Disco com 31 cm de diametro e que era tocado a 45 rotações por minuto. A sua capacidade era de cerca de 12 minutos por lado.
Aos poucos o vinil foi substituido pela cassete e pelo CD e as pessoas deixavam os seus vinis pelas ruas (fenómeno que está a acontecer em Nova Iorque nesta altura, com a substituição do CD pelo mp3). Mas o vinil nunca perdeu todos os adeptos. Devido ao seu som característico e à sujidade que transmitia no som, ao toque do vinil, à magia da capa, o formato sobreviveu e ainda hoje são fabricados discos de vinil, embora em tirangens muito mais pequenas.
A sobrevivência do vinil deve-se aos dj's que nunca abandonaram o formato, apesar do aparecimento de cdj's, e aos digger's, coleccionadores de vinis raros.