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A GRÉCIA ANTIGA

            Apesar de os instrumentos de percussão serem usados na civilização Grega, não lhes foi dada muita importância.

            A única função de um instrumento de percussão era o de enfatizar o ritmo que já estava inerente numa melodia, normalmente sendo tocado por aulos ou barbitos, ou sendo cantado ou entoado. Naquela altura, os sons de percussão não faziam parte de um músico por si só.

            Um dos instrumentos de percussão mais comuns é o “ hand-drum” (tambor), chamado tympanon em Grego, que aparece em muitas pinturas de vasos, em que sacerdotisas dançavam em honra do Deus Dionísio. Por essa ser essencialmente uma actividade de grupo, o som mais familiar para os Gregos era o grande número de tambores a tocarem juntos, de tal forma que podia, em algumas ocasiões, suscitar frenesia, ou esteria de massa, fenómeno que não é desconhecido nos nossos tempos. No entanto, o seu uso não era confinado exclusivamente ao culto de Dionísio. Nas linhas de abertura do Lysystrata de Aristóphanes, a heroína queixava-se que nenhuma das mulheres apareceram para ouvir o plano dela, mas diz ela que se tivesse sido um festival de Pan ou Afrodite, nem se poderia passar por entre os tímpanos.

 

                                          

            O tamanho aparente de um tímpano, em ilustrações varia entre 30cm ou 40cm de diâmetro. Normalmente é segurado na mão esquerda e tocado com os dedos ou apalma da mão direita.

            Noutras ilustrações o executante também é mostrado a atingir as costas do instrumento em vês da cabeça. A função deste ritual era de fazer com que o instrumento produzisse som mais grave e abafado.

            Segundo fontes literárias, o tímpano era feito de pele crua ou curada. Era esticada sobre uma carapaça em forma de taça com 15cm de profundidade, no seu centro.

            Em muitas as ilustrações também aparecem estes instrumentos com fitas decorativas que são aplicadas na borda exterior mas não há sinal dos discos metálicos que caracterizam uma pandeireta.

            Aparece em várias fontes literárias, particularmente na tragédia de Eurípides, no Bacchae que tem a ver com o culto de Dionísio.

            Aqui, o tímpano reforçava ritmicamente as canções e gritos rituais, bem como a música aulos do culto.

Outro instrumento que também está bastante ilustrado é o Krotala (em Grego). Eram quase sempre tocadas em pares, principalmente por dançarinas femininas.

            As Krotalas consistiam em pares de barras de madeira, com recessos redondos no seu interior, que eram unidos por uma dobradiça, presumivelmente de pele.

 

                                            

 

            Este instrumento era segurado entre o polegar e o dedo médio de cada mão. Mas as ilustrações mostram que, tal como as castanholas espanholas, este instrumento era tocado com muito movimento e ritmo.

Os cimbalos é outro instrumento que era menos usado pelos dançarinos. Existem algumas ilustrações destes instrumentos até aos nossos dias.

          

                                        Cimbalos   

 

    

 

 

A CHINA

            Na China produziu-se uma tradição musical antes mesmo do Egipto antigo. Segundo a lenda, um Imperador Chinês decretou cerca de 2700 antes de Cristo, que o som de um “sino amarelo” especial seria a base da música Chinesa. Depois, o estilo musical Chinesa permaneceu praticamente imutável no decurso de milénios.

            A música de origem popular e rítmica, foi canonizada no uso durante as cerimónias rituais, como forma de etiqueta religiosa ou profana. Em especial, no período da dinastia Chen, Xamãs e os guerreiros que detinham o poder sobre os outros estratos sociais, instituíram uma série de cerimónias geralmente sacrificatórias às forças da natureza, nas quais a música tinha um lugar importante para acompanhar a recitação das formulas mágicas. A música Chinesa era geralmente acompanhada por danças. Os Chineses atribuíam á musica o poder de despertar e conservar a virtude; davam-lhe grande importância moral.

            Dos instrumentos de percussão na China podemos destacar:

 

Campanas – Instrumentos de metal , em forma de sino (encontra-se em jogos ou isolados).

 

Gongo – Instrumento de bronze percutido com um martelo;

 

Pratos – Idênticos aos ocidentais;

 

Tambores – Das mais variadas formas.

 

O Egipto

A primeira civilização Egípcia assemelhava-se á da Mesopotâmia. Os historiadores não sabem praticamente nada do tipo da sua música favorita, apenas que era calma, lenta e compassada. Nas pinturas morais há dançarinos e músicos em atitudes serenas e graciosas, tocando flauta e harpa, instrumentos muitas vezes associados á paz e á meditação.

Nos campos e nas vinhas batiam-se pauzinhos para afastar as aves e outros animais nocivos. Quando imploravam aos Deuses, os Egípcios serviam-se desses pauzinhos para obter um ritmo de dança. Numa outra cerimónia, uma sacerdotisa levava um sistro (anéis metálicos fixos num quadro em forma de Y) como símbolo do poder divino.

Dos instrumentos de percussão podemos salientar os seguintes:

 

Crotalos - Primeiro feitos de madeira, marfim e mais tarde em metal;

 

Pratos – Idênticos aos ocidentais.

 

Sistro – É o instrumento mais característico do Egipto. É constituído por uma lamina de metal e fixa a um cabo. Essa lamina tem várias argolas metálicas.

 

Tambores – De variadas formas.

 

MESOPOTÂMIA

Actualmente, o Tigre e o Eufrates atravessam um país seco e pedregoso, o Iraque. Mas, há seis mil anos, a Mesopotâmia era muito fértil: não era pois necessário que toda a gente cultivasse a terra e criasse gado.

Alguns habitantes tornaram-se artesãos: fabricavam ferramentas, ornamentos, armas; outros tornaram-se chefes ou legisladores, soldados, padres, outros ainda músicos.

Nos templos das grandes cidades, os padres esforçavam-se por agradar ás terríveis divindades da fome, do fogo e das inundações. A música representava um papel importante nos ritos. Cada divindade possuía, pensava-se, o seu instrumento favorito: Um dos instrumentos de percussão era um tambor em forma de taça.

 

Outras Lendas da Origem da Música

Na América do Norte, uma tribo acreditava que a música lhes tinha sido oferecida pelos deuses.

Segundo os Abicinios, apareceu um Deus em forma de pombo que os ensinou a ler e a escrever, presenteando-os com a música.

Deste modo todos os povos primitivos confundiam a origem e a prática da arte dos sons.

Os instrumentos musicais têm na sua origem uma função simbólica, segundo Manuel de Carlos Brito, em “História da Música, das origens ao fim da Renascença”, «Para os primitivos, ao som que está associado um poder criador. Nas cosmogenias – ou mitos da criação do mundo – da China, da Índia, do antigo Egipto, de muitos povos Africanos, na origem do mundo está um som ou um canto emitido por uma divindade criadora: “No princípio era o Verbo” (a palavra e o som). Esta voz, este som é frequentemente identificada com o ruído da trovoada, da chuva, do vento.».

Como instrumentos musicais utilizavam objectos percutiveis, como paus, pedras, ossos que recolhiam da própria natureza. Para além de os usarem tal como os encontravam, (pedras e pedaços de madeira, servindo de instrumentos de percussão, para marcações rítmicas, e canas e conchas de animais servindo de flautas e trombetas), construíam ainda flautas de osso, apitos de dentes de rena e de mamute, tambores de argila com uma fenda central ou cobertos em cima com uma pele de animal, e assobios com frutos como a cabaça.

Após a conquista e domínio do fogo, inicialmente apenas fonte de luz e calor, o homem da pré-história começou a utilizá-lo para cozinhar. Foi-lhe então possível aperfeiçoar as técnicas da construção dos utensílios domésticos e de caça, assim como os instrumentos musicais.

Lendas sobre a origem da Música

Na China explicam o surgimento através da lenda “LIÙ”. Segundo ela o poderoso Imperador Hoang-Ti, ordenou que houvesse música no seu reino, ordenou a um seu ministro que a organiza-se. Dirigiu-se este, a um vale misterioso, nos confins do Império, onde permaneceu durante algum tempo. De volta contou que vira lá no fundo do vale, bambus maravilhosos. Cortou um pedaço de cana, soprou nele e obteve som. Este som era igual ao da sua voz quando falava com plena calma e sem qualquer compaixão e também igual ao de um regato que corria no vale. Então duas aves maravilhosas vieram poisar numa árvore. A primeira cantou seis sons a partir daquele que o ministro obtivera no bambu; a outra deu outros seis sons intermédios dos primeiros. O ministro, que se chamava Ling-Liu, ouviu atentamente e cortou doze canas correspondentes aos sons ouvidos. Reuniu-os e organizou assim, a escala, cumprindo a sua missão, e pediu parte ao imperador.

Música na Pré-história

As primeiras imitações sonoras do homem da pré-história, foram unicamente através do som dos movimentos corporais acompanhados de sons vocais, eles pretendiam completar a possessão do animal na sua essência, a sua alma.

Pensa-se que os primeiros sons estruturados e articulados fundamentados na imitação sonora com base na linguagem foram o caminho da criação de uma linguagem própria que passou pela expressão pessoal e pela imitação dos sons da natureza.

Assim, a ordenação dos sons com intenção comunicativa e expressiva deram origem à música.

 

 

Em muitas linguagens actuais (primitivas) um mesmo som pronunciado de diferentes alturas pode ter vários significados. A variedade de formas de expressão oral e auditiva do planeta é imensa.

Muitas culturas comunicam-se através de variações de altura, outras preferem a comunicação rítmica e utilizam um só som. Os dois aspectos têm tanto uma linguagem falada como musical.

 

 

O uso dos instrumentos musicais tem a sua origem na necessidade de utilizar sinais acústicos, como informações de caça, aviso de perigo, comunicação entre membros da mesma tribo, etc.

Quando o ser humano tomou consciência de si, procurou as respostas do que não entendia: as primeiras respostas foram mágicas, com as crenças espirituais apareceram as religiões. Para algumas culturas a música teve uma origem divina, porque acreditavam que os sons foram-lhes dados por uma divindade. Noutras, a música tinha uma correspondência directa com o cosmos e com o movimento dos planetas. Assim apareceram as primeiras lendas sobre a sua origem:

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Continuação

Alguns filósofos e musicólogos afirmam que a música nasceu com o homem, como consequência do ritmo. Outros, baseiam a sua opinião na necessidade que o homem sentiu de exteriorizar os seus sentimentos, partindo do princípio que a primeira manifestação musical foi ocanto, que traduzia alegria e tristeza.

Podemos também considerar que o homem começou por imitar a natureza que o cercava. Esta imitação responde ao desejo de formar a realidade para obter uma maior força mágica. Encontra-se em algumas pinturas, por exemplo, elementos irreais, como seis pernas para representar movimento, o que pode ter uma intenção simbólica. Estes símbolos têm mais uma função mágica do que uma função estética. O facto de imitar o movimento, o de representar a imagem de qualquer animal que tinham a intenção de possuir, o animal que desejavam caçar.

 

 

 

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