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Música e Religião

Zeus

Não será de todo indiferente que a descoberta de Deus (a fé) esteja em muitos casos ligada a manifestações musicais (S. Agostinho, Paul Claudel). A música reflecte a obra de Deus.

Uma das manifestações mais claras da presença de Deus na história do homem e também da abertura de Deus ao mesmo homem, é dada pela revelação nos livros dos profetas. Ali, Deus fala claramente a homens que escolhe para transmitir aos outros a Sua Palavra. Essas manifestações são acompanhadas do elemento musical que aparece até como credencial daqueles que se consideram dotados de espírito profético. No primeiro livro de Samuel, o profeta dá ao rei Saul a maneira de identificar os profetas: encontrareis um grupo de profetas que descem de um lugar elevado com um saltério e um pandeiro, uma gaita-de-foles e uma harpa diante deles e estarão a profetizar; então o espírito do Senhor chegará a ti e profetizarás com eles… (1 Sam 10, 5-6).

A música aparece como que a preparar o ambiente profético. Também o segundo livro dos Reis refere, quanto ao profeta Eliseu: Trazei-me, pois, um tocador. E aconteceu que enquanto tocava veio sobre Eliseu a mão de Javé e disse: “Assim fala Javé…” (2Re 3, 15-16).

Na literatura bíblica, dada a impossibilidade de exprimir a linguagem inefável de Deus, ela nos é apresentada como um som semelhante ao de uma trombeta (cf Ap 1,10; Ex 19,13. 16.19; Sof 1,16; Is 27,23; Mt 24,31; 1 Cor 15,52) mesmo que isto possa significar apenas o aspecto terrífico da voz de Deus de cujos efeitos nos fala no salmo 28.

Outro caso mais perto de nós no tempo, igualmente célebre, a propósito da descoberta de Deus através da boa música, é o de Paul Claudel. Eis um excerto de um texto seu: “…Tal era o jovem infeliz que, em 25 de Dezembro de 1886 se dirigiu à Notre- Dame de Paris para assistir aos ofícios de Natal. Começara então a escrever e parecia-me que nessas cerimónias católicas, consideradas com um diletantismo superior, eu encontraria um excitante apropriado e matéria adequada para alguns pequenos exercícios. Era nesta disposição que eu assistia com um prazer medíocre à Grand’Messe. Depois voltei para as Vésperas. Os meninos … estavam a postos para cantar o que eu mais tarde soube ser o Magnificat. Eu próprio estava de pé no meio da multidão junto à segunda coluna à entrada do coro, à direita do lado da sacristia. É então que se produz o acontecimento que domina toda a minha vida. Num instante o meu coração foi tocado e eu acreditei. Acreditei com uma tal força de adesão, com um tal arrebatamento de todo o meu ser e uma convicção tão potente, com uma tal certeza que não deixa lugar a qualquer dúvida, que depois nenhum livro, raciocínio ou problema de uma vida agitada pôde abalar a minha fé nem, para dizer a verdade, a pôde tocar”.

Ainda no Antigo Testamento, verifica-se em muitas passagens que a música é a expressão mais natural e espontânea para as emoções mais sublimes. É também a linguagem mais adequada das manifestações religiosas.

A História de todos os homens e de todos os tempos, mostra que sempre se associou a ideia de culto à música. Desde os antigos pagãos até às religiões mais modernas, mormente as grandes religiões, todos viram na música algo de muito natural nas manifestações religiosas, sobretudo relativas, e ao mesmo tempo algo de tão acima do espírito humano, que se presta maravilhosamente para o contacto com a divindade. Isto responde a uma necessidade do homem como tal.

O homem é religioso e a música facilita o seu contacto com outro universo. O homem cantava para comover a divindade escondida nos vários elementos da Natureza.

A religião Grega baseava-se inicialmente no culto da natureza e era antropomórfica, o que significa que os gregos imaginavam os Deuses á sua semelhança.

Para os Gregos, os Deuses tinham forma humana mas eram mais belos e mais poderosos que os homens. Nunca envelheciam e eram imortais. Alguns representavam aspectos da natureza.

Zeus e Afrodite

Os Gregos também julgavam que os Deuses, tal como os homens, eram governados por um rei – ZEUS – senhor do céu, das tempestades e do universo. Segundo a história, este Deus tinha um lar e uma família. Vivia no monte Olímpo com a deusa Hera, sua mulher, e com os seus filhos: Ares, deus da guerra, Hermes, deus dos comerciantes, Apólo, deus do sol e das artes, Afrodite, deusa do amor, Artemís, deusa das flores e das montanhas, Atena, deusa da inteligência.

Apolo

Poseidon, deus das águas e Hades, senhor dos mortos, eram irmãos de Zeus mas não viviam com ele no Olimpo.

Cada um destes deuses tinha a sua história.

Os Gregos falavam deles como se fossem pessoas. Contavam a sua vida, as suas lutas, os seus sentimentos e as suas aventuras.

Estas histórias, cheias de beleza e fantasia, chamavam-se mitos.

Ao conjunto destas histórias deu-se o nome de mitologia.

Os mitos deviam a sua importância na vida religiosa às ligações com o culto. Muitos provinham simplesmente do culto. Eram mitos etiológicos, destinados a ilustrar certos lugares de culto ou, muitas vezes, a explicar certos ritos; associação do mito e do rito remonta, por vezes, tão alto que não se sabe qual é o mais antigo.

Mas será possível definir o mito?

Para já, podemos dizer que o mito é uma história. Em certo sentido parece também possível afirmar que o mito tem muito de semelhante à imaginação que encontramos nas histórias para crianças.

Será que a mentalidade mítica tem características semelhantes à mentalidade infantil?

Será que um mito é como uma história infantil escrita por um povo primitivo ou pelo povo “sem cultura” para explicar aquilo que não sabe explicar cientificamente?

No entanto, sendo a mentalidade mítica comum a todos os tempos e lugares, a verdade é que parece que é mais significativamente característica da mentalidade de um povo primitivo.

Então será o mito:

- “Narração fabulosa, de origem popular e não reflexiva, na qual agentes impessoais, a maior parte das vezes, forças da natureza, são representadas sob a forma de seres pessoais, cujas acções ou aventuras têm um sentido simbólico” – A. Lalande, Vocabulaire Technique et Critique de la Philosophie.

Transcrevemos ainda uma segunda definição que é mais ampla e é a seguinte: “O mito conta uma história sagrada; relata um acontecimento que aconteceu durante o tempo primordial, quer dizer, tempo fabuloso das “origens”, “in illo tempore”. Dito por outras palavras:  o mito conta como, graças às acções primordiais dos seres sobrenaturais, se deu um facto qualquer, quer se trate da realidade total – o cosmos – quer se trate apenas de um dos seus fragmentos, tais como uma ilha, um comportamento humano ou uma instituição. O mito apresenta-se sempre como narrativa de uma criação. Conta como qualquer acontecimento se originou, isto é, como foi produzido. O mito não fala daquilo que é imaginário, fala sim daquilo que “realmente” aconteceu. As personagens dos mitos são seres sobrenaturais especialmente conhecidos por aquilo que fizeram no tempo sagrado das origens de todas as coisas” – Mircea Eliade, Aspectos do mito.

Uma outra definição possível para o mito é: “O mito não é mais do que a própria palavra. Não é especulação, nem um poema, nem uma explicação primitiva do mundo, nem uma filisofia em germe (ainda que o mito possa ser isso tudo e efectivamente o seja para mais de uma forma). É uma palavra pronunciada que, repetindo-se possui um poder decisivo. É a declaração repetida de um acontecimento poderoso; ora, a declaração equivale à repetição; é uma celebração em palavra”. – Van der Leeuw, Phenomélogie de la Religion.

A verdade é que não parece possível definir Mito. As definições atrás transcritas, no fundo completam-se, não sendo assim rigorosamente definições.

 

 

Comentários

Olá

gosto muito da sua pagina.
acho intersante.
inês miguel
nº15
5ºb
em 03-04-2008 12:59

Aguardo novidades!!

Olá,

Ca estou de novo. Visitanto regularmente a sua pagina, aguardando com expectativa novos artigos!
Tenho 27 anos, e de certeza que se a Fatima tivesse sido minha professora em musica, talvez, nao tivesse ficado com a ideia de musica ser uma disciplina que era dispensavel!! Desculpe a minha sinceridade mas era o que sentia acerca dessa disciplina.
Felizmente existem pessoas como a  Fatima, que conseguem cativar e tornar a musica magica!
Um grande bem haja!
Kisa
em 10-04-2008 18:09

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