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Notas d'alma > Nacional & Bom

Pretendo nesta página dar-te a conhecer músicas

(antigas ou actuais) portuguesas!

Vais ter muitas surpresas!

 "Movimento Perpétuo Associativo" - Deolinda

 Deolinda

 

Agora sim, damos a volta a isto! Agora sim, há pernas para andar!

Agora sim, eu sinto o optimismo! Vamos em frente, ninguém nos vai parar!

 

Agora não, que é hora do almoço… Agora não, que é hora do jantar…

Agora não, que eu acho que não posso… Amanhã vou trabalhar.

 

Agora sim, temos a força toda! Agora sim, há fé neste querer!

Agora sim, só vejo gente boa! Vamos em frente e havemos de vencer!

 

Agora não, que me dói a barriga… Agora não, dizem que vai chover…

Agora não, que joga o Benfica e eu tenho mais que fazer…

 

Agora sim, cantamos com vontade! Agora sim, eu sinto a união!

Agora sim, já ouço a Liberdade! Vamos em frente, é esta a direcção!

 

Agora não, que falta um impresso… Agora não, que o meu pai não quer…

Agora não, que há engarrafamentos… Vão sem mim, que eu vou lá ter…

Vão sem mim, que eu vou lá ter...

 

 "Essência (da minha vida)" - D'ZRT

 D'ZRT

 
Mais um dia, mais uma noite passada como se fosse um carrossel
Borbulha alegria, é tudo uma família.
 
REFRÃO:
A minha tribo eu não posso perder
É essência da minha vida
A minha tribo eu não posso perder
No reggae, reggae ‘stão sempre comigo.
 
Rimas selectas, penetram o teu corpo e põem-te tipo electra
Cant you see my vibe aos poucos te infecta
O ritmo ejecta, dança decreta, rave completa.
 
Yo yo yo yo yoooooo
Ye ye ye ye yeeeeee
É pela música!
 
Sempre na paz!
Quero ver as gatas a vibrar - Paz
Os manos com as mãos no ar - Paz
Sentir a temperatura a subir – Paz
 
Rimas selectas, penetram o teu corpo e põem-te tipo electra
Cant you see my vibe aos poucos te infecta
O ritmo ejecta, dança decreta, rave completa.
 
Sempre na paz!

 "Nunca mais dizer nunca" - 4Taste

 4Taste

 

Eu vou sempre acreditar que esta vida que passa pára só se a deixar
Eu não posso voltar atrás porque a vida que quero não espera se me atrasar
Vou mas é já para a frente, não há tempo a perder, não há tempo a perder

Viver - Toda a energia
Viver - Todo o dia-a-dia
Viver tudo o que há em mim, e nunca mais dizer nunca
Viver - Toda a energia
Viver - Todo o dia-a-dia
Viver tudo o que há em mim, morangos com açúcar

Eu, eu sei quem eu quero ser, pois eu quero me encontrar com o que a vida der
Há, há muito p'ra descobrir, pois em cada dia há mais do que dá p’ra ver
Vou mas é já para a frente, não há tempo a perder, não há tempo a perder

Viver - Toda a energia
Viver - Todo o dia-a-dia
Viver tudo o que há em mim, e nunca mais dizer nunca
Viver - Toda a energia
Viver - Todo o dia-a-dia
Viver tudo o que há em mim, morangos com açúcar.


 "Sexto andar" - Clã

 Clã

 

Uma canção passou no rádio e quando o seu sentido se parecia apagar

 Nos ponteiros do relógio encontrou num sexto andar

Alguém que julgou que era para si em particular que a canção estava a falar

E quando a canção morreu na frágil onda do ar
Ninguém soube o que ela deu o que ninguém estava lá para dar

Um sopro, um calafrio, raio de sol num refrão
Um nexo enchendo o vazio, tudo isso veio numa simples canção

Uma canção passou no rádio e quando o seu sentido se parecia apagar

 Nos ponteiros do relógio encontrou num sexto andar

Alguém que julgou que era para si em particular que a canção estava a falar

 

Um sopro, um calafrio, raio de sol num refrão
Um nexo enchendo o vazio, tudo isso veio numa simples canção

Uma canção passou no rádio
Habitou um sexto andar

 "Zé Lisboa" - Donna Maria

 Donna Maria

 

Esta é a história de um tal de Zé Lisboa que a cidade conhecia

Ai ai que ele é bonito, é bom na cantoria

Todas as mulheres que aparecem lá no bairro com a roupa bem justinha

Ai ai o Zé Lisboa sorri e assobia

 

Um dia ele encontrou uma tal de Sarabar - da Índia ela chegou e veio pra ficar

Morava mesmo ao lado com ouro de Rainha - no ventre balançava um sonho de vizinha.

 

Ai, ai,  saía de madrugada, um copo na tasca, uma passagem no Bairro na noite que começava

Ai, ai, descia pela calçada, um braço que acena, um abraço num amigo e a noite nunca acabava.

 

Todas as mulheres que aparecem lá no bairro com a roupa bem justinha

Ai ai o Zé Lisboa sorri e assobia

 

O Zé nem disfarçava, a paixão já não cabia, quanto mais ela dançava mais o Zé enlouquecia.

Quando a Sara o chamava, o Zé não percebia, mas logo ele inventava uma língua parecida.

 

Má rá vá Má rá vá Má rá vilha rá  -  Obi obá zem queri logo mi cazá.

 

Ai, ai,  saía de madrugada, um copo na tasca, uma passagem no Bairro na noite que começava

Ai, ai, descia pela calçada, um braço que acena, um abraço num amigo e a noite nunca acabava.

 

 "Força - Uma página de história" - Da weasel

 Da weasel

Tás a sentir uma página de história - Um pedaço da tua glória que vai passar breve memória
Tamos no pico do Verão mas chove por todo o lado - Levo uma de cada já tou bem aviado
Cuspo directo no caderno rimas saídas do inferno - Que passei à tua pala num tempo que pareceu eterno - Tou de cara lavada, tenho a casa arrumada - Lembrança apagada duma vida quase lixada.

Passeio na praia atacado pelos clones - São tantos iguais sem contar com os silicones
Olho para o céu mas toda a gente foi de férias - Apetece-me gritar até rebentar as artérias.

REFRÃO:
(Respiro fundo) E lembro-me da força
(Guardo dentro do meu corpo) Espero que ela ouça.

Todo o amor deste mundo perdido num segundo - Todo o riso transformado num olhar apagado
Toda a fúria de viver afastada do meu ser - Até que um dia acordei e vi que estava a perder
Toda a força que cresceu na vida que Deus me deu - A vontade de gritar bem alto: O MEU AMOR MORREU - Todo o mundo há-de ouvir, todo o mundo há-de sentir - Tenho a força de mil homens para o que há-de vir.

Flashback instantâneo - prazer momentâneo - Penso e digo até que bate duro no meu crânio
Toda a dor, toda a raiva,  todo o ciúme, toda a luta, toda a mágoa e pesar, toda a lágrima enxuga
Odiando como posso não posso encher a cabeça  - Não há dinheiro nem vontade ou amor que o mereça  - Não vou pensar de novo, vou-me por novo neste dia novo - Estreio um coração novo, visto-me de branco bem alegre no meu luto  - Saio para a rua mais contente que um puto
Acredita que custou mas finalmente passou no final do dia  - Foi só isto que restou.

REFRÃO

Todo o amor deste mundo perdido num segundo  - Todo o riso transformado num olhar apagado
Toda a fúria de viver afastada do meu ser - Até que um dia acordei e vi que estava a perder
Toda a força que cresceu na vida que Deus me deu - A vontade de gritar bem alto: O MEU AMOR MORREU - Todo o mundo há-de ouvir, todo o mundo há-de sentir
Tenho a força de mil homens para o que há-de vir  - Vai haver um outro alguém que me ame e trate bem - Vai haver um outro alguém que me ouça também - Vai haver um outro alguém que faça valer a pena - Vai haver um outro alguém que me cante este poema.

 

 
 

 No dia em que o rei fez anos

Vieram tribos ciganas
Saltimbancos sem eira nem beira
Evitaram a estrada real
E passaram de noite a fronteira
E veio a gente da gleba
Mais a gente que vivia do mar
Para enfeitar a cidade
E abrir-lhe as portas de par em par
No
dia em que o rei fez anos
Houve arraial e foguetes no ar
O vinho correu à farta
E a fanfarra não parou de tocar
E o povo saiu à rua
Com a alegria que costumava ter
Cantando: “Se o rei faz anos
que venha à praça para nos conhecer.”
Mas nesse reino distante
Quem tinha um olho era rei
Lá vai rei morto, rei posto
Levado em ombros p’la grei
E a festa continuou
Já que ninguém tinha nada a perder
Só ficou um trovador
P’ra contar o que acabava de ver.
No dia em que o rei fez anos
Houve arraial e foguetes no ar
O vinho correu à farta
E a fanfarra não parou de tocar
E o povo saiu à rua
Com a alegria que costumava ter
Cantando: “Se o rei fez anos
que venha à praça para nos conhecer.”

 Ora vejam lá

Segunda, Terça, Quarta,

Quinta, Sexta, Sábado, Domingo.

Vai a malta passear

Sete dias na semana

E um só p’ra descansar.

 

Segunda-feira

Namorei a Rosalina

Na Terça-feira

Eu falei à Miquelina

Na Quarta-feira

Encontrei a Manuela

Na Quinta-feira

Fui sair com a Felisbela

Na Sexta-feira

Telefonei à Isolda

E no Sábado

Estive com a Olga

E ao Domingo

Ao Domingo estou de folga!

 

Ora vejam lá!

Ah! Ah!

Ora vejam lá!

Eh! Eh!

Ora vejam lá!

Sorte como esta não há,

Pois é!

 Há sempre música entre nós

Pela manhã sinto a vontade de cantar

Acordo a voz, agarro a música no ar

Não sei bem se é por magia

Ou se é mesmo assim

Há sempre música dentro de mim.

 

Não chores não quando a tristeza te doer

Acorda a voz, canta uma música qualquer

Qualquer música tem magia

Há na música uma alegria

Que vibra lá dentro de ti.

 

Há sempre música entre nós

Não chores não, acorda a voz

Cantaremos até o dia nascer

Há sempre música entre nós

Nós a cantar não estamos sós

Cantaremos até ao amanhecer.

 

(………)

 

Até o dia nascer

Até ao amanhecer

Até o dia nascer. 

 Chiclet

E como tudo o que é coisa que promete
A gente vê como uma chiclete
Que se prova, mastiga e deita fora,
sem demora
Como esta música é produto acabado
Da sociedade de consumo imediato
Como tudo o que se promete nesta vida,
chiclete
Chiclete, aua aua aua aua aua ah!
aua aua aua aua aua ah! (chiclete)
E nesta altura e com muita inquietação
Faço um reparo e quero abrir uma excepção
Um cassetete nunca será não, chiclete
P’ra que tudo continue sem parar
Fundamental levar a vida a dançar
Nesta vida que tanto promete, chiclete
Chiclete, aua aua aua aua aua ah!
aua aua aua aua aua ah! (chiclete)
E como tudo o que é coisa que promete
A gente vê como uma chiclete
Que se prova, mastiga e deita fora,
sem demora
Como esta música é produto acabado
Da sociedade de consumo imediato
Como tudo o que se promete nesta vida,
chiclete
Chiclete, aua aua aua aua aua ah!
aua aua aua aua aua ah! (chiclete)
Chiclete - chiclete (x4)
Chiclete (prova)
Chiclete (mastiga)
Chiclete (deita fora)
Chiclete (sem demora)
(...chi-chi-chi, chi-chi-chi, chiclete)

 O barco vai de saída

O barco vai de saída
Adeus ao cais de Alfama
Se agora vou de partida
Levo-te comigo ó cana verde
Lembra-te de mim ó meu amor
Lembra-te de mim nesta aventura
P'ra lá da loucura
P'ra lá do Equador

Ah mas que ingrata ventura
Bem me posso queixar
da Pátria a pouca fartura
Cheia de mágoas ai quebra-mar
Com tantos perigos ai minha vida
Com tantos medos e sobressaltos
Que eu já vou aos saltos
Que eu vou de fugida

Sem contar essa história escondida
Por servir de criado essa senhora
Serviu-se ela também tão sedutora
Foi pecado
Foi pecado
E foi pecado sim senhor
Que vida boa era a de Lisboa

Gingão de roda batida
corsário sem cruzado
ao som do baile mandado
em terra de pimenta e maravilha
com sonhos de prata e fantasia
com sonhos da cor do arco-íris
desvaira se os vires
desvairas magias

Já tenho a vela enfunada
marrano sem vergonha
judeu sem coisa nem fronha
vou de viagem ai que largada
só vejo cores ai que alegria
só vejo piratas e tesouros
são pratas, são ouros,
são noites, são dias

Vou no espantoso trono das águas
vou no tremendo assopro dos ventos
vou por cima dos meus pensamentos
arrepia
arrepia
e arrepia sim senhor
que vida boa era a de Lisboa

O mar das águas ardendo
o delírio do céu
a fúria do barlavento
arreia a vela e vai marujo ao leme
vira o barco e cai marujo ao mar
vira o barco na curva da morte
e olha a minha sorte

 olha o meu azar

e depois do barco virado
grandes urros e gritos
na salvação dos aflitos
estala, mata, agarra, ai quem me ajuda
reza, implora, escapa, ai que pagode
rezam tremem heróis e eunucos
são mouros são turcos
são mouros acode!

Aquilo é uma tempestade medonha
aquilo vai p'ra lá do que é eterno
aquilo era o retrato do inferno
vai ao fundo
vou ao fundo
e vai ao fundo sim senhor
que vida boa era a de Lisboa.