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Notas d'alma

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Notas d'alma...  Música portuguesa e não só...

Nós por cá e por lá...

Há muito para descobrir, recordar, ouvir, falar e escrever!

É para isso que serve este espaço!

Conto contigo!

 

 Ave Mundi - Rodrigo Leão

Festival RTP da Canção  -  1980 - 1981

         

 

José Cid, com o tema “Um Grande, Grande Amorrepresentou Portugal na Eurovisão que se realizou em Amesterdão, na Holanda.

Alcançou um bom lugar – 7º - com 80 pontos entre os 19 países participantes.

Clica aqui para veres o vídeo.

Para cantares a música, clica aqui e minimiza.

 

UM GRANDE, GRANDE AMOR  

 

ADDIO, ADIEU, AUFWIEDERSEHEN, GOODBYE,

AMORE, AMOUR, MEINE LIEBE, LOVE OF MY LIFE.

SE O NOSSO AMOR FINDAR, SÓ ME OUVIRÁS CANTAR,

ADDIO, ADIEU, AUFWIEDERSEHEN, GOODBYE,

AMORE, AMOUR, MEINE LIEBE, LOVE OF MY LIFE.

Este amor não tem grades, fronteiras, barreiras, muro em Berlim,

É um mar, é um rio, é uma fonte que nasce dentro de mim.

É o grito do meu universo, das estrelas p’ra onde eu regresso,

Onde sempre esta música paira no ar.

ADDIO, ADIEU, AUFWIEDERSEHEN, GOODBYE,

AMORE, AMOUR, MEINE LIEBE, LOVE OF MY LIFE.

SE O NOSSO AMOR FINDAR, SÓ ME OUVIRÁS CANTAR,

ADDIO, ADIEU, AUFWIEDERSEHEN, GOODBYE,

AMORE, AMOUR, MEINE LIEBE, LOVE OF MY LIFE.

Este amor é um pássaro livre, voando num céu azul,

Que compôs a mais bela canção deste mundo de norte a sul.

E as palavras que eu uso em refrão, fazem parte da mesma canção,

Que ecoa nas galáxias da minha ilusão.

ADDIO, ADIEU, AUFWIEDERSEHEN, GOODBYE,

AMORE, AMOUR, MEINE LIEBE, LOVE OF MY LIFE.

SE O NOSSO AMOR FINDAR, SÓ ME OUVIRÁS CANTAR,

ADDIO, ADIEU, AUFWIEDERSEHEN, GOODBYE,

AMORE, AMOUR, MEINE LIEBE, LOVE OF MY LIFE.

ADDIO, ADIEU, AUFWIEDERSEHEN, GOODBYE,

UM GRANDE AMOR,

AMORE, AMOUR, MEINE LIEBE, LOVE OF MY LIFE.

SE O NOSSO AMOR FINDAR, SÓ ME OUVIRÁS CANTAR,

ADDIO, ADIEU, AUFWIEDERSEHEN,

ADDIO, ADIEU, AUFWIEDERSEHEN,

ADDIO, ADIEU, AUFWIEDERSEHEN, GOODBYE,

AMORE, AMOUR, MEINE LIEBE, LOVE OF MY LIFE.

INTÉRPRETE: JOSÉ CID
MÚSICA: JOSÉ CID
LETRA: JOSÉ CID

 

 

            

 

        Carlos Paião, com a canção “ Play Back” representou Portugal em Dublin.

          Obteve uma fraca pontuação – 9 votos – tendo ficado em 18º lugar com a Turquia, entre os 20 países participantes. Foi uma pena, pois a música é muito engraçada e tu vais gostar de canta-la.

Clica aqui para veres o vídeo.

Para cantares a música, clica aqui e minimiza.

 

                    PLAY BACK            VOTO

 

Podes não saber cantar nem sequer assobiar

Com certeza que não vais desafinar

EM PLAY-BACK, EM PLAY-BACK, EM PLAY-BACK!

Só precisas de acertar
não tem nada que enganar

e, assim mesmo sem cantar vais encantar

EM PLAY-BACK, EM PLAY-BACK, EM PLAY-BACK!

Põe o microfone à frente muito disfarçadamente,

vai sorrindo, que é p’ra gente lá presente não notar!

 

EM PLAY-BACK TU ÉS ALGUÉM, MESMO AFÓNICO CANTAS BEM...
EM PLAY-BACK, A FAZER PLAY-BACK E VIVA O PLAY-BACK,
EM PLAY-BACK, RESPIRAR P’RA QUÊ? QUEM NÃO SABE TAMBÉM NÃO VÊ...
EM PLAY-BACK A FAZER PLAY-BACK E VIVA O PLAY-BACK

DÁ P’RA TODA UMA SOIRÉE!...

 

Podes não saber cantar nem sequer assobiar

Com certeza que não vais desafinar

EM PLAY-BACK, EM PLAY-BACK, EM PLAY-BACK!

Só precisas de acertar
não tem nada que enganar

e, assim mesmo sem cantar vais encantar

EM PLAY-BACK, EM PLAY-BACK, EM PLAY-BACK!

Abre a boca, fecha a boca, não te enganes, não te esganes,
vais ter uma apoteose, põe-te em pose p’ra agradar!...

EM PLAY-BACK É QUE TU ÉS BOM, A CANTAR SEM FUGIR DO TOM...
EM PLAY-BACK, A FAZER PLAY-BACK E VIVA O PLAY-BACK HÁS-DE SEMPRE CANTAR,
COM PLAY-BACK ATÉ PEDEM BIS MAS DECERTO, DIRÁS FELIZ...

EM PLAY-BACK A FAZER PLAY-BACK E VIVA O PLAY-BACK, AGRADECES E SORRIS!...

Podes não saber cantar nem sequer assobiar

Com certeza que não vais desafinar

EM PLAY-BACK, EM PLAY-BACK, EM PLAY-BACK!

Só precisas de acertar
não tem nada que enganar

e, assim mesmo sem cantar vais encantar

EM PLAY-BACK, EM PLAY-BACK, EM PLAY-BACK!

EM PLAY-BACK, EM PLAY-BACK, EM PLAY-BACK!

EM PLAY-BACK, EM PLAY-BACK, EM PLAY-BACK!

 

INTÉRPRETE: CARLOS PAIÃO
MÚSICA: CARLOS PAIÃO
LETRA: CARLOS PAIÃO

 

DEPOIS DE OUVIRES OS DOIS TEMAS MUSICAIS, ESCOLHE O TEU PREFERIDO E VOTA NOS COMENTÁRIOS.

NÃO TE ESQUEÇAS DE ESCREVERES O TEU NOME, Nº E TURMA.

 

Festival RTP da Canção  -  1978 - 1979
 
                     

 

Com o tema “Dai-li, Dai-li Dou”, o Grupo Gemini, representou Portugal no Eurofestival, em Paris, na França.  Os Gemini obtiveram 5 votos, ficando em 17º lugar entre os 20 países concorrentes.

Clica aqui para veres o vídeo.

Para cantares a música, clica aqui e minimiza.

 

           DAI-LI, DAI-LI DOU               VOTOS

 

DAI-LI DAI-LI DAI-LI DAI-LI DAI-LI DAI-LI DOU PAPAGAIO VOA
DAI-LI DAI-LI DAI-LI DAI-LI DAI-LI DAI-LI DOU PAPAGAIO VOA
DAI-LI DAI-LI DAI-LI DAI-LI DAI-LI DAI-LI DOU PAPAGAIO VOA
DAI-LI DAI-LI DAI-LI DAI-LI DAI-LI DAI-LI DOU.
Preso por um fio que se desenrola
tenho um papagaio de papel e cola.
Quando o lanço ao ar parece que tem cola
sempre a pedir para subir.
Voa papagaio, esquece a minha idade,
puxa pelo fio da minha vontade,
faz por encontrar os rumos da verdade,
que eu farei por te seguir.
DAI-LI DAI-LI DAI-LI DAI-LI DAI-LI DAI-LI DOU PAPAGAIO VOA
DAI-LI DAI-LI DAI-LI DAI-LI DAI-LI DAI-LI DOU PAPAGAIO VOA
DAI-LI DAI-LI DAI-LI DAI-LI DAI-LI DAI-LI DOUPAPAGAIO VOA
DAI-LI DAI-LI DAI-LI DAI-LI DAI-LI DAI-LI DOU.
Tudo o que avistares, conta meu amigo,
que eu na terra sonho estar aí contigo,
mesmo que me sinta no meio do perigo,
vou resistir só por te ouvir.
E em cada manhã serei uma criança
a brincar nos campos voando na esperança
de colher a estrela que ninguém alcança.
Mas eu hei-de conseguir, mas eu hei-de conseguir - DAI LI DOU
DAI-LI DAI-LI DAI-LI DAI-LI DAI-LI DAI-LI DOU PAPAGAIO VOA
DAI-LI DAI-LI DAI-LI DAI-LI DAI-LI DAI-LI DOU PAPAGAIO VOA
DAI-LI DAI-LI DAI-LIDAI-LI DAI-LI DAI-LI DOU PAPAGAIO VOA
DAI-LI DAI-LI DAI-LI DAI-LI DAI-LI DAI-LI DOU
DAI LI DAILI DOU
DAI LI DALI DALI DOU.

INTÉRPRETE: GEMINI
MÚSICA: VICTOR MAMEDE
LETRA: CARLOS QUINTAS

 

             

 

Com o tema “Sobe, sobe, balão sobe”, o Manuela Bravo, representou Portugal no Eurofestival, em Israel. O “nosso balão” subiu até ao 9º lugar, com 64 votos, entre os 19 países participantes.

Clica aqui para veres o vídeo.

Para cantares a música, clica aqui e minimiza.

 

     SOBE, SOBE, BALÃO SOBE             VOTOS

 

Eu vivo a sonhar, não pensem mal de mim,
quando mais não vale viver a vida assim!
Nas asas do sonho é bom andar sem norte.
não preciso vistos, nem uso passaporte,
não tenho limites, parar não é comigo.
Se ouço o meu amor dizer: “Eu vou contigo!”
ter essa certeza é luz de um novo dia.
Vai, meu balão d’oiro envolto em fantasia.
SOBE, SOBE BALÃO SOBE
VAI PEDIR ÀQUELA ESTRELA
QUE ME DEIXE LÁ VIVER...E SONHAR
LEVO O MEU AMOR COMIGO
POIS EU SEI QUE ENCONTREI
O LUGAR IDEAL PARA AMAR
SOBE, SOBE BALÃO SOBE
VAI PEDIR ÀQUELA ESTRELA
QUE ME DEIXE LÁ VIVER...E SONHAR
LEVO O MEU AMOR COMIGO
POIS EU SEI QUE ENCONTREI
O LUGAR IDEAL PARA AMAR
SOBE, SOBE BALÃO SOBE
VAI PEDIR ÀQUELA ESTRELA
QUE ME DEIXE LÁ VIVER...E SONHAR
LEVO O MEU AMOR COMIGO
POIS EU SEI QUE ENCONTREI
O LUGAR IDEAL PARA AMAR
SOBE, SOBE BALÃO SOBE
VAI PEDIR ÀQUELA ESTRELA
QUE ME DEIXE LÁ VIVER...E SONHAR
LEVO O MEU AMOR COMIGO
POIS EU SEI QUE ENCONTREI
O LUGAR IDEAL PARA AMAR
LEVO O MEU AMOR COMIGO
POIS EU SEI QUE ENCONTREI
O LUGAR IDEAL PARA AMAR
SOBE, SOBE BALÃO SOBE
BALÃO SOBE.

INTÉRPRETE: MANUELA BRAVO
MÚSICA: CARLOS NÓBREGA E SOUSA
LETRA: CARLOS NÓBREGA E SOUSA

 

DEPOIS DE OUVIRES OS DOIS TEMAS MUSICAIS, ESCOLHE O TEU PREFERIDO E VOTA NOS COMENTÁRIOS.

NÃO TE ESQUEÇAS DE ESCREVERES O TEU NOME, Nº E TURMA.

 

Parabéns 6º D
 
 
        

O Paulo, a Joana, o Luís e o Telmo já deram o exemplo. Mas ainda há muito para explorarem neste Blog.

        Começaram hoje e isso é muito importante.

 

        Continuem!

 

Parabéns 6º A!

    

     Para qualquer professor, a maior alegria é ver que os seus alunos apreciam o seu trabalho e enriquecem a sua cultura, neste caso, musical!

     E, felizmente, é isso que está a acontecer com os alunos do 6º A.

     Continuem, meus amigos, pois têm ainda muito para explorar no meu Blog!

     Ah! Não se esqueçam que devem escrever a vossa opinião no artigo que pretendem, e não noutro artigo qualquer. Cada coisa no seu lugar!

 

      

    

 

Vontade de aprender!

    

     Para começar este novo ano lectivo, a Inês Margarida do 6º A já visitou o Blog e votou na sua música preferida dos Festivais da Canção 1976/1977.

 

        por teres dado o exemplo!

     Agora, passa a palavra aos teus colegas.

 

     Se quiserem retroceder uns anitos é só procurar o início - 1964/1965 e podem também ouvir e votar.

 

     Fico à espera!

 

          

 

     Notícia de última hora: hoje, às 20.00, a Rita Nunes do 6º A também veio ao Blog – procurou o ano de 1966 e votou na música “Ele e Ela” cantada pela Madalena Iglésias. Já lá acrescentei 1 voto.

     Assim, até dá gosto!

                    

 

Festival RTP da Canção  -  1976 - 1977

     

 

Carlos do Carmo com a música “Uma flor de verde pinho” representou Portugal no festival da Eurovisão. Alcançou o 12ºlugar, com 24 pontos entre 18 países participantes.

Para veres o vídeo clica aqui.

Para cantares a música, clica aqui e minimiza.

   

  UMA FLOR DE VERDE PINHO               VOTOS

 

Eu podia chamar-te pátria minha
dar-te o mais lindo nome português
podia dar-te o nome de rainha
que este amor é de Pedro por Inês.
Mas não há forma, não há verso, não há leito
para este fogo amor, para este rio
Como dizer um coração fora do peito?
Meu amor transbordou e eu sem navio.
Gostar de ti é um poema que não digo
que não há taça, amor, para este vinho
não há guitarras, nem cantar de amigo
não há flor, não há flor de verde pinho.
Não há barco, nem trigo, não há trevo,
não há palavras para escrever esta canção.
Gostar de ti é um poema que não escrevo
que há um rio sem leito e eu sem coração.
Mas não há forma, não há verso, não há leito
para este fogo amor, para este rio
Como dizer um coração fora do peito?
Meu amor transbordou e eu sem navio.
Gostar de ti é um poema que não digo
que não há taça, amor, para este vinho
não há guitarras, nem cantar de amigo
não há flor, não há flor de verde pinho.

INTÉRPRETE: CARLOS DO CARMO
MÚSICA: JOSÉ NIZA
LETRA: MANUEL ALEGRE

 

   

 

Os Amigos participaram no festival da Eurovisão com a música “Portugal no Coração”. Ficaram em 14º lugar com 18 votos (os mesmos votos obtidos pela Noruega) entre 18 países concorrentes.

Clica aqui para poderes ver o vídeo.

Para poderes cantar a música, clica aqui  e minimiza.

     PORTUGAL NO CORAÇÃO       VOTOS

Portugal foi a razão porque um dia morreu meu irmão
mas também é coração a bater nesta canção.
Não sei bem de quem eu nasci, não descobri nem pai nem mãe.
Só sei que já nasci aqui e foi aqui que eu fui alguém.
Portugal foi a razão porque um dia morreu meu irmão,
mas também é coração a bater nesta canção.
Digo tudo quanto eu sou, serei criança ou malmequer,
tenho apenas o que eu dou: este lugar que ninguém quer.
Neste país onde eu estou serei tudo quanto eu fizer
este povo a que me dou não é homem nem mulher.
Portugal é querer dar a mão, sermos amigos, termos pão,
Portugal é ter a vontade de acabar com a saudade.
Portugal já tem idade para o povo entender liberdade,
Portugal é uma nação onde vive o meu irmão.
Portugal, ai meu amor, coração desta minha canção,
bate, bate coração, para termos a vida melhor.
Portugal, ai meu amor, coração desta minha canção,
bate, bate coração, para termos a vida melhor.
Portugal, ai meu amor, coração desta minha canção,
bate, bate coração, para haver vida melhor.

INTÉRPRETE: OS AMIGOS

MÚSICA: FERNANDO TORDO
LETRA: JOSÉ CARLOS ARY DOS SANTOS

 

Depois de teres ouvido atentamente os dois temas , escolhe o que mais te agradou.

Vota nos comentários!

 

Festival RTP da Canção  -  1974 - 1975

      

 

Com o tema “E depois do Adeus”, Paulo de Carvalho, representou Portugal no Eurofestival, em Brighton, no Reino Unido, tendo conseguido 3 votos. Ficou em 14º e último lugar com a Noruega, Alemanha e Suíça.

Clica aqui para veres o vídeo.

Para cantares a música, clica aqui e minimiza.

E DEPOIS DO ADEUS             VOTOS

Quis saber quem sou, o que faço aqui
Quem me abandonou, de quem me esqueci
Perguntei por mim, quis saber de nós
Mas o mar não me traz tua voz.
Em silêncio, amor, em tristeza e fim
Eu te sinto em flor, eu te sofro
em mim
Eu te lembro assim, partir é morrer
Como amar é ganhar e perder.
Tu vieste em flor, eu te desfolhei
Tu te deste em amor, eu nada te dei
Em teu corpo, amor, eu adormeci
Morri nele e ao morrer renasci.
E depois do amor, e depois de nós
O dizer Adeus, o ficarmos sós
Teu lugar a mais, tua ausência
em mim
Tua paz que perdi, minha dor que aprendi.
De novo vieste em flor, te desfolhei...
E depois do amor, e depois de nós
O Adeus, o ficarmos sós.

INTÉRPRETE: PAULO DE CARVALHO
MÚSICA: JOSÉ CALVÁRIO
LETRA: JOSÉ NIZA

 

                              

 

Duarte Mendes com o tema “Madrugada” representou o nosso país no Festival da Eurovisão, em Estocolmo, na Suécia. Obteve 16 pontos tendo ficado em 16º lugar entre 19 países participantes.

Clica aqui para veres o vídeo.

Para cantares a música, clica aqui e minimiza.

 

                   MADRUGADA           

Dos que morreram sem saber porquê
Dos que teimaram em silêncio e frio
Da força nascida no medo
E a raiva à solta manhã cedo
Fazem-se as margens do meu rio.

Das cicatrizes do meu chão antigo
E da memória do meu sangue
em fogo
Da escuridão a abrir
em cor
Do braço dado e a arma
em flor
Fazem-se as margens do meu povo.
Canta-se a gente que a si mesma se descobre
E acorda vozes, arraiais
Canta-se a terra que a si mesma se devolve
Que o canto assim nunca é demais.
Em cada veia o sangue espera a vez
Em cada fala se persegue o dia
E assim se aprendem as marés
Assim se cresce e ganha pé
Rompe a canção que não havia.
Acordem luzes nos umbrais que a tarde cega
Acordem vozes e arraiais
Cantem despertos na manhã que a noite entrega
Que o canto assim nunca é demais.
Cantem marés por essas praias de sargaços
Acordem vozes, arraiais
Corram descalços rente ao cais, abram abraços
Que o canto assim nunca é demais
O canto assim nunca é demais.

INTÉRPRETE: DUARTE MENDES
MÚSICA: JOSÉ LUÍS TINOCO
LETRA: JOSÉ LUÍS TINOCO

 

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E VOTA NA TUA MÚSICA FAVORITA!

Festival RTP da Canção  -  1972 - 1973

  

 

O tema “A festa da vida” interpretado pelo cantor Carlos Mendes representou Portugal no festival da Eurovisão realizado em Edimburgo, na Escócia. Obtivemos 70 votos que nos deu o 7º lugar entre os 18 países participantes.

Clica na palavra vídeo para poderes ver o vídeo do tema “A festa da vida”.

Para ouvires a canção e cantá-la também, clica aqui, minimiza e segue a letra.

 

                            A FESTA DA VIDA                       VOTOS

 

Que venha o sol, o vinho e as flores
Marés, canções, todas as cores
Guerras esquecidas por amores
Que venham já trazendo abraços
Vistam sorrisos de palhaços
Esqueçam tristezas e cansaços
Que tragam todos os festejos
E ninguém se esqueça de beijos
Que tragam prendas de alegria
E a festa dure até ser dia
Que não se privem nas despesas
Afastem todas as tristezas
Pão, vinho e rosas sobre as mesas
Que tragam cobertores ou mantas
O vinho escorra pelas gargantas
E a festa dure até às tantas
Que venham todos de vontade
Sem se lembrarem de saudade
Venham os novos e os velhos
Mas que nenhum me dê conselhos!
Que venham todos de vontade
Sem se lembrarem de saudade
Venham os novos e os velhos
Mas que nenhum me dê conselhos!

INTÉRPRETE: CARLOS MENDES
MÚSICA: JOSÉ CALVÁRIO
LETRA: JOSÉ NIZA

                                       

Neste ano, o vencedor do Festival RTP da Canção foi Fernando Tordo com o tema “Tourada”. Decorria o ano de 1973, mesmo nas vésperas da Revolução. O Povo pediu, o povo venceu.

A letra da música “Tourada” é uma crítica à sociedade da época.
         Ao representar o nosso país no Concurso Eurovisão da Canção no Luxemburgo obteve 80 votos ficando em 10º lugar entre os 17 países concorrentes!

Clica na palavra vídeo para poderes vê-lo.

Para ouvires a canção e cantá-la também, clica aqui, minimiza e segue a letra.

 

                               TOURADA                       VOTOS

 

Não importa sol ou sombra, camarotes ou barreiras
Toureamos ombro a ombro as feras.
Ninguém nos leva ao engano, toureamos mano a mano.
Só nos podem causar dano, esperas.
Entram guizos, chocas e capotes e mantilhas pretas
Entram espadas, chifres e derrotes e alguns poetas.
Entram bravos, cravos e dixotes porque tudo mais são tretas.
Entram vacas depois dos forcados que não pegam nada.
Soam “Bravos” e “Olés” dos nabos que não pagam nada.
E só ficam os peões de brega cuja profissão não pega.
Com bandarilhas de esperança afugentamos a fera
Estamos na praça da Primavera.
Nós vamos pegar o mundo pelos cornos da desgraça
E fazermos da tristeza graça.
Entram velhas doidas e turistas, entram excursões
Entram benefícios e cronistas, entram aldrabões
Entram marialvas e coristas, entram galifões de crista.
Entram cavaleiros a garupa do seu heroísmo.
Entra aquela música maluca do passodoblismo.
Entra a aficcionada e a caduca mais o snobismo... e cismo!
Entram empresários moralistas, entram frustrações
Entram antiquários e fadistas e contradições
E entra muito dólar, muita gente que dá lucro aos milhões.
E DIZ O INTELIGENTE QUE ACABARAM AS CANÇÕES.

INTÉRPRETE: FERNANDO TORDO
MÚSICA: FERNANDO TORDO
LETRA: JOSÉ CARLOS ARY DOS SANTOS

 

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Festival RTP da Canção  -  1970 - 1971

   

 

Neste ano, o vencedor do Festival RTP da Canção foi Sérgio Borges com o tema “Onde vais rio que eu canto”. Portugal optou por não participar no Concurso Eurovisão da Canção como forma de contestar a não merecida fraca pontuação obtida no ano anterior pela Simone de Oliveira com o grande tema “Desfolhada”. Portugal inteiro solidarizou-se com a posição tomada pela RTP em não participar no Concurso Eurovisão.

Clica na palavra vídeo para poderes ver o vídeo do tema “Onde vais rio que eu canto”.

Para ouvires a canção e cantá-la também, clica aqui, minimiza e segue a letra.

 

      ONDE VAIS RIO QUE EU CANTO     

 

Onde vais rio que eu canto
Quero ver teu novo norte
Há no cais p’ra onde vais
Mãos de vida não de morte.
Vai no mar barco à vela, vai de paz se abastecer
Mais além... barco veleiro, flor da vida vai colher.

Onde vais rio que eu canto, nova luz já te alumia
Lá no cais p’ra onde vais, nasce amor dia após dia.
Voa, voa ó gavião
Sobre o mar de teu senhor
Que no cais para onde vais
Não há raiva, mas amor.

Vai no mar barco à vela, vai de paz se abastecer
Mais além... barco veleiro, flor da vida vai colher.
Onde vais rio que o canto, nova luz já te alumia
Lá no cais p’ra onde vais, nasce amor dia após dia.
INTÉRPRETE: SÉRGIO BORGES
MÚSICA: CARLOS NÓBREGA E SOUSA
LETRA: JOAQUIM PEDRO GONÇALVES

 

  

 

Neste ano, a vencedora do Festival RTP da Canção foi Tonicha com o tema “Menina (do alto da serra)”.

Ao representar o nosso país no Concurso Eurovisão da Canção em Dublin na Irlanda obteve 83 votos ficando em 9º lugar entre os 18 países concorrentes!

Clica na palavra vídeo para poderes vê-lo. Informação escrita a 21/09/2008 - Por motivos alheios a este Blog, o vídeo pretendido foi removido do You Tube. Lamento!

Para ouvires a canção e cantá-la também, clica aqui, minimiza e segue a letra.

 

        MENINA (DO ALTO DA SERRA)        VOTOS

 

(LA... LA LA LA... LA LA LA... LA LA LAI LAI...)
(LA... LA LA LA... LA LA LA... LA LA LA LA...)
(LA... LA LA LA... LA LA LA... LA LA LAI LAI...)
(LA... LA LA LA... LA LA LA...)
(TA BA DA BA DA...)
Menina de olhar sereno raiando pela manhã
De seio duro e pequeno num coletinho de lã
Menina cheirando a feno casado com hortelã
Menina cheirando a feno casado com hortelã
Menina que no caminho vais pisando formosura
Trazes nos olhos um ninho todo em penas de
ternura
Menina de andar de linho com um ribeiro à cintura
Menina de andar de linho com um ribeiro à cintura
(Pa da ba da ba da ba da...)
Pa da ba da ba da ba da...

Menina da saia aos folhos, quem a vê fica lavado
Água da sede dos olhos, pão que não foi amassado
Menina do riso aos molhos, minha seiva de pinheiro
Menina de saia aos folhos, alfazema sem canteiro.
(La... la la la... la la la... la la lai lai...)
(La... la la la... la la la... la la la la...)
(La... la la la... la la la... la la lai lai...)
(La... la la la... la la la...)
(TA BA DA BA DA...)

Menina de corpo inteiro com tranças de madrugada
Que se levanta primeiro do que a terra alvoraçada
Menina de corpo inteiro com tranças de madrugada
Menina de corpo inteiro com tranças de madrugada
(Pa da ba da ba da ba da...)
Pa da ba da ba da ba da...
Menina da saia aos folhos, quem a vê fica lavado
Água da sede dos olhos, pão que não foi amassado
Menina de fato novo, Avé-Maria da terra
Rosa brava, rosa povo, brisa do alto da serra
(La... la la la... la la la... la la lai lai...)
Rosa brava, ROSA povo, brisa do alto da serra

INTÉRPRETE: TONICHA
MÚSICA: NUNO NAZARETH FERNANDES
LETRA: JOSÉ CARLOS ARY DOS SANTOS

 

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Festival RTP da Canção  -  1968  -  1969

 

    

Neste ano, o vencedor do Festival RTP da Canção foi Carlos Mendes com o tema “Verão”. Ao representar o nosso país no Concurso Eurovisão da Canção que se realizou no Reino Unido obteve 5 pontos, ficando em 11º lugar com o Luxemburgo entre os 17 países participantes.

Clica na palavra vídeo para poderes vê-lo. Informação escrita a 21/09/2008 - Por motivos alheios a este Blog, o vídeo pretendido foi removido do You Tube. Lamento!

 

Para ouvires a canção e cantá-la também, clica aqui, minimiza e segue a letra.

                                VERÃO                VOTO

 

Como tudo o que acaba,
Como pedra rolando duma fraga,
Como fumo subindo no ar;

Assim estou quase indiferente,
Caminhando sem mais notar a gente,
Que por mim vejo passar!

O verão já terminou,
Foi um sonho que findou
Não interessa mais pensar!

Assim deixo esta tristeza
Vogando embalado na certeza,
Que o verão há-de voltar!

E o verão que sonho perto,
Vai trazer para mim eu sei de certo,
Aquilo que este agora veio tirar!

INTÉRPRETE: CARLOS MENDES
MÚSICA: PEDRO CORREIA VAZ OSÓRIO
LETRA: JOSÉ ALBERTO MAGRO DIOGO

                        

 

Neste ano, a vencedora do Festival RTP da Canção foi Simone de Oliveira com o tema “Desfolhada”.

Ao representar o nosso país no Concurso Eurovisão da Canção em Espanha obteve 4 votos ficando em 15º lugar dos 16 países concorrentes…

Clica na palavra vídeo para poderes vê-lo. Informação escrita a 21/09/2008 - Por motivos alheios a este Blog, o vídeo pretendido foi removido do You Tube. Lamento!

 

Para ouvires a canção e cantá-la também, clica aqui, minimiza e segue a letra.

 

             DESFOLHADA               VOTOS

 

Corpo de linho, lábios de mosto

Meu corpo lindo, meu fogo posto

Eira de milho, luar de Agosto

Quem faz um filho fá-lo por gosto

 

É milho-rei, milho vermelho

Cravo de carne, bago de amor

Filho de um rei que sendo velho

Volta a nascer quando há calor

 

Minha palavra dita à luz do sol nascente

Meu madrigal de madrugada

Amor, amor, amor, amor, amor presente

Em cada espiga desfolhada

 

Lalalala lalalala lala lalala...

Lala lala lalalala...

Lalalala lalalala lala lalala...

Lalalala lala lala...

 

Minha raiz de pinho verde

Meu céu azul tocando a serra

Ó minha mágoa e minha sede

Ao mar, ao sul da minha terra

 

É trigo loiro, é além Tejo

O meu país neste momento

O sol, o queima, o vento, o beija

Seara louca em movimento

 

Minha palavra dita à luz do sol nascente

Meu madrigal de madrugada

Amor, amor, amor, amor, amor presente

Em cada espiga desfolhada

 

Lalalala lalalala lala lalala...

Lala lalala lalalala...

Lalalala lalalala lala lalala...

Lalalala lala lala...

 

Olhos de amêndoa, cisterna escura

Onde se alpendra a desventura

Moira escondida, moira encantada

Lenda perdida, lenda encontrada

 

Ó minha terra, minha aventura

Casca de noz desamparada

Ó minha terra, minha lonjura

Por mim perdida, por mim achada

 

Lalai lala lalai lala lalala lai la...

Lala lalai la lalai lala...

Lalai lala lalai lala lalala lai la...

Lalalalai... lai lai lai lai...

INTÉRPRETE: SIMONE DE OLIVEIRA
          MÚSICA: NUNO NAZARETH FERNANDES
          LETRA: JOSÉ CARLOS ARY DOS SANTOS

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1 - 10 Seguinte

 É nacional e BOM!

                  

 

     Aconselho a ouvirem

       todas as músicas!

   Grandes compositores,

poetas e excelentes vozes!

    Conheçam o que temos

       por cá, apreciem

           e sintam-se

           orgulhosos!

      Para recordarem e/ou

       conhecerem mais,

  cliquem na hiperligação

        da barra superior

       "Nacional & Bom". 

 

                

Tomo conta desta tua casa

Imprópria para amar, sei lá porquê

Não consigo agarrar o que me resta

Pedaço do que foste, e ninguém vê.

 

Rendido ao teu sofá, nele me encontro

Repouso agora em sono mal dormido

Pretendo esclarecer o desencontro

Do nosso amor que há muito anda perdido.

 

Eu sei

Que não é fácil conversar nem decidir

Nem tudo é falso e sem cor vamos mentir

Que a perversão será ainda mais real.

 

Eu sei

Que não é fácil conversar nem decidir

Nem tudo é falso e sem cor vamos mentir

Que a perversão será ainda mais real.

 

A leve embriaguez passa a febre

Num quente desconforto de um mendigo

Que aguarda numa esperança duvidosa

O gesto carinhoso de um abrigo.

 

Pensar, sentir, querer, é tão confuso

A sensação da dor está revelada

Agora o que fazemos de nós dois

Vivemos como se não fosse nada.

 

Eu sei…

 

 Vida tão estranha

São de veludo as palavras
Daquele que finge que ama
Ao desengano levo a vida
A sorte a mim já não me chama

Vida tão só
Vida tão estranha
Meu coração tão mal tratado
Já nem chorar me traz consolo
Resta-me só o triste fado

A gente vive na mentira
Já não dá conta do que sente
Antes sozinha toda a vida
Que ter um coração que mente

Vida tão só
Vida tão estranha
Meu coração tão mal tratado
Já nem chorar me traz consolo
Resta-me só o triste fado

Música de Rodrigo Leão
Voz de Ana Vieira

 Zuvi zeva novi

Zuvi! zuvi zevá, vá vanovi!
Zuvi zevá! vá, vá, vá vanovi.
Zuvi zeva novi? zuvi zeva novi.
Zuvi zava zivi zeva novi!...

Salta no ar, rebola de lado!
Sépia salmão, cheiro alvado...
Salta no ar, rebola de lado!
Sépia salmão, cheiro alvado...

Ele aí cai, zuvi vai ver,
Mirar a montra, sorrir de prazer,
Caixinha, cor, mar, corinto, então?
Ainda a dança jinga na mão!

Taste a mar, hortelã gel,
Rola no ar, patinha no mel!
Taste a mar, hortelã gel,
Rola no ar, patinha no mel!

Ele aí está, zuvi vai ter
Hálito bombom, bom a valer!
Caixinha, cor, mar, corinto, então?
Ainda a dança jinga na mão!

Zuvi zeva zuvi zeva zuvi zeva novi,
Zuvi zava zivi zeva novi ah!
Zuvi zeva zuvi zeva zuvi zeva novi,
Zuvi zava zivi zeva novi ah!

Âh!...Ah!...Zuvi zeva novi?
Ah!...Ah!...Zuvi zeva!

 

 Pedra filosofal

Eles não sabem que o sonho
É uma constante da vida
Tão concreta e definida
Como outra coisa qualquer.
Como esta pedra cinzenta
Em que me sento e descanso
Como este ribeiro manso
Em serenos sobressaltos.
Como estes pinheiros altos
Que em verde e oiro se agitam
Como estas árvores que gritam
Em bebedeiras de azul.
Eles não sabem que o sonho
É vinho, é espuma, é fermento
Bichinho alacre e sedento
De focinho pontiagudo
No perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
É tela é cor é pincel
Base, fuste ou capitel
Arco em ogiva, vitral.
Pináculo de catedral
Contraponto, sinfonia
Máscara grega, magia
Que é retorta de alquimista.
Mapa do mundo distante
Rosa dos Ventos Infante
Caravela quinhentista
Que é cabo da Boa-Esperança.
Ouro, canela, marfim
Florete de espadachim
Bastidor, passo de dança
Columbina e Arlequim.
Passarola voadora
Pára-raios, locomotiva
Barco de proa festiva
Alto-forno, geradora.
Cisão do átomo, radar
Ultra-som, televisão
Desembarque
em foguetão
Na
superfície lunar

Eles não sabem nem sonham
Que o sonho comanda a vida
E que sempre que o homem sonha
O mundo pula e avança
Como bola colorida
Entre as mãos duma criança.

 

 Eu já não sei

Eu já não sei
Se fiz bem ou se fiz mal
Em pôr um ponto final
Na minha paixão ardente.
Eu já não sei
Porque quem sofre de amor
A cantar sofre melhor
As mágoas

que o peito sente.

Quando te vejo

e em sonhos sigo

os teus passos
Sinto o desejo de me

lançar nos teus braços
Tenho vontade de

te dizer frente a frente
Quanta saudade há

do teu amor ausente.
Num louco anseio,

lembrando o que já chorei
Se te amo ou se te odeio.
Eu já não sei.

Eu já não sei
Sorrir como então sorria
Quando em

lindos sonhos via
A tua adorada imagem.
Eu já não sei
Se deva ou não

deva querer-te.
Pois quero às

vezes esquecer-te
Quero, mas não

tenho coragem.

 Avé Maria fadista

Avé Maria sagrada
Cheia de graça divina
Oração tão pequenina
De uma beleza elevada.

 

Nosso Senhor é convosco,
Bendita sois vós, Maria.
Nasceu vosso Filho, um dia,
Num palheiro humilde e tosco.

 

Entre as mulheres bendita,
Bendito é o fruto, a luz,
Do vosso ventre, Jesus,
Louvor e graça infinita.

 

Santa Maria das dores,
Mãe de Deus, se for pecado,
Tocar e cantar o fado,
Rogai por nós pecadores.

 

Nenhum fadista tem sorte,
Rogai por nós Virgem Mãe.
Agora, sempre e também
Na hora da nossa morte.

 

 Ouvi dizer

Ouvi dizer
Que o nosso amor acabou
Pois eu não tive a noção do seu fim.
Pelo que eu já tentei
Eu nao vou vê-lo em mim
Se
eu nao tive a noção de

ver nascer o homem.

E ao que eu vejo
Tudo foi para ti
Uma estúpida canção que só eu ouvi
E eu fiquei com tanto para dar
E agora nao vais achar nada bem
Que eu pague a conta em raiva

E
pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma

Ouvi dizer
Que o mundo acaba amanhã
E eu tinha tantos planos p'ra depois
Fui eu quem virou as páginas
Na pressa de chegar até nós
Sem tirar das palavras seu cruel sentido.

Sobre a razão estar cega
Resta-me apenas uma razão
Um dia vais ser tu
E um homem como tu
Como eu não fui
Um dia vou-te ouvir dizer

E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma

Sei que um dia vais dizer

E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma

A cidade está deserta
E alguém escreveu

o teu nome em toda a parte
Nas casas, nos carros,
Nas pontes, nas ruas...
Em todo o lado essa palavra repetida

ao expoente da loucura
Ora amarga, ora doce
Para nos lembrar que o

amor é uma doença
Quando nele julgamos

ver a nossa cura.

 

 O meu piano

Podes-me ver no meu piano
Voando no universo
Com ambição e inspiração
No espaço de cada verso
Nas galáxias a sonhar sozinho
Com os erros que fizer
Só meus, só meus, só meus
Tão meus, tão meus.
Adeus amor adeus.
Podes-me ver no meu piano
À laia de explicação
Jogar os sons do nosso amor
E compor esta canção
Assim eu vou voar sozinho
Com os erros que fizer sozinho
Com os erros que fizer
Só meus, só meus, só meus
Tão meus
Adeus amor adeus.
Vou p´r´além da via

láctea do amor
Vou p´r´além da luz do sol

que eu nunca vi
Só vou na condição de

homem sonhador
Só, só, só tão só
Sempre um milagre o meu piano
Se ouvir na eurovisão
Eu vou ficar em cada verso
Com a mão na mão
Vou ficar a sonhar sozinho
Com os erros que fizer
Só meus, só meus, só meus
Tão meus.

 

Trago a fisga no bolso de trás
E na pasta o caderno dos deveres
Mestre-escola, eu sei lá se sou capaz
De escolher o melhor dos dois saberes

O meu pai diz que o Sol é que nos faz
Minha mãe manda-me ler a lição
Mestre-escola, eu sei lá se sou capaz
Faz-me falta ouvir outra opinião

Eu até nem sequer sou mau rapaz
Com maneiras até sou bem mandado
Mestre-escola diga lá se for capaz
P’ra que lado é que me viro. P’ra que lado?

Eu tenho um terreno
Mas não tenho enxada
Tenho uma carrinha
Mas é emprestada
Tenho água no poço
Mas está salgada
Com estas sementes
Eu não faço nada.

Eu tenho e não tenho
Ando assim de sorte
Ando em meias tintas
Nem fraco nem forte
*

Eu tenho e não tenho
Não é que me importe
Ninguém me confunde
Nem a própria morte
Ando ao que vier
Ao azar da sorte
Nem cá nem lá
Nem fraco nem forte.

Tenho um cão de guarda
Dorme o dia inteiro
E tenho uma vaca
Mas pago ao leiteiro
Galinhas e porcos
Já não há dinheiro
Um cão e uma vaca
E eu no poleiro.
*


Minha casa é grande
Mas chove lá dentro
Tenho um lindo fato
Mas já lá não entro
Eu sei tantas coisas
Mas não me concentro
Tenho a açorda pronta
Falta-me o coentro.

Hoje tenho tempo
Mas está a chover
Há sol amanhã
Eu não vou poder
É uma canseira
Não sei quem me quer
Que vida agitada
Tudo por fazer.
*

 Canta Helena Lavouras

POEMA DESTINADO A HAVER DOMINGO

(voz de Helena Lavouras)

 

Bastam-me as cinco pontas de uma estrela

E a cor de um navio em movimento

E como ave ficar parada a vê-la

E como flor qualquer odor no vento.

 

Basta-me a lua ter aqui deixado

Um luminoso fio de cabelo

Para levar o céu todo enrolado

Na discreta ambição do meu novelo

 

Só há espigas a crescer comigo

Numa seara para passear a pé

Esta distância achada pelo trigo

Que me dá só o pão daquilo que é.

 

Deixem ao dia a cama de um domingo

Para deitar um lírio que lhe sobre

E a tarde cor-de-rosa num flamingo

Seja o teto da casa que me cobre

 

Baste o que o tempo traz na sua anilha

Como uma rosa traz Abril no seio

E que o mar dê fruto de uma ilha

Onde o amor por fim tenha recreio.

 

Letra – Natália Correia

Música – Aníbal Raposo

 

 ‭(Oculto)‬ Hiperligações de Administração